
Quero ser a menina pueril, inocente e virgem que conhece o namorado forasteiro à beira da estrada. Quero que ele, ao entrar em casa da minha protectora mãe, sacuda os pés na entrada, apague a beata no chão da cozinha e espere a reacção violenta da mãe galinha:
“Oh tu, com aspecto de proxeneta, chulo e vadio. Vestes finas e fato de adventista ou Jeová. Corrompes jovens pueris com esse ar de quem me leva a filha pelo caminho da perdição, de quem a despe da inocência e a transforma em testemunha bíblica do diabo em pessoa”

Passem os olhos pelo vídeo do single de lançamento do novo álbum, Dig, Lazarus, Dig!!! e reparem que o caminhar gingão na nossa direcção traz reminiscências de provocação, ousadia e algo mais que leva o rótulo de explicit content.
A típica pessoa que gostávamos de apresentar à família, como amigo ou namorado, para nos entrar pela sala adentro, interrompendo costuras ou futebol, mandando convenções às urtigas e provocando aquelas tromboses de paralizar-só-um-lado-da-face ao mais orgulhoso dos pais…