Tráfico ornitológico

Pombos e Meias
Foto de um passageiro apanhado, pelos oficiais da Alfândega Australiana, com pombos, 2 ovos de aves e ouros itens não declarados enfiados na roupa, vindo de um voo de avião entre o Dubai e Melbourne. Fonte

O surpreendente para mim, nesta situação, não são os pombos vivos ou os ovos enfiados por dentro da roupa, surpreendente é ele ter saído do Dubai com meias calças. Não é preciso ter grande experiência como autoridade da alfândega ou ser uma grande conhecedor das características meteorológicas do Dubai para saber que nenhuma pessoa, mentalmente estável, use meias calças no Dubai.

A Arte do Folículo Piloso

Arte da pilosidade

Arte da pilosidade II

Pensamento:

O Tony Ramos é a Capela Sistina da arte da depilação peitoral.
É a tela que todo o Michelangelo sonha.

Childhood Heroes

Não posso deixar de me sentir triste quando vejo este tipo de vídeos.
Por muitas gargalhadas que o Mr. T me arranque quando irrompe por aquela porta adentro, é impossível não deixar de sentir um certo pesar por o ver assim. E não me refiro ao facto de já não andar com 27 quilos de ouro ao pescoço ou usar um pólo roubado do guarda-vestidos do meu avô. É mais aquela desconsolada, sensação que eles também tombam. Do Mr. T que desancava os maus, com espirros enquanto dizia “I pity the fool”, já pouco resta, a não ser furar portas para entrar no cenário de um forno xpto.
Só espero que o Duarte, do Duarte e Companhia, não decida entrar pela Praça da Alegria de braço dado com o “Eu não ser chinês, eu ser japonês” e decida apresentar um trem de cozinha banhado a ouro, ou então o becas, José Jorge Duarte, substitua o Donaltinho da árvore das patacas, porque o meu coração não aguenta.

Apertar o cinto

O Município de Beja gastou mais de 6.5 milhões de Euros (6.572.983,00 €) na aquisição de uma fotocopiadora multifuncional para a Divisão de Obras Municipais (link). Não foi encomendada à NASA, como seria de esperar, dado o seu custo, mas à Canon Portugal. Esta fotocopiadora, do tipo IRC3080i, encontra-se à venda no sítio inglês da Canon: o preço-base pedido é de 2.890 Libras, pouco mais de 3.000 Euros.

600 mil Euros para o vinho e quase 150 mil para reparar uma porta. Outros gastos publicados no portal incluem a aquisição «de vinho tinto e branco», por parte da Câmara Municipal de Loures, por 652 mil e 300 Euros.

…em Aveiro; a Matosinhos Habit – MH, por seu turno, pagou à Construtora Pedroso 142.320,00 Euros pela «reparação da porta de entrada do seu edifício».

O fornecimento de «9072 rolos de papel higiénico folha dupla tipo Jumbo» para utilização interna dos Serviços da Faculdade de Letras de Lisboa custou à Universidade 5.806 Euros. A Câmara Municipal de Sines comprou um tractor por mais de 640 mil Euros a uma empresa… de informática (a CPC Informática Sistemas).

Fonte: Bitaites

Está encontrado o meu projecto para 2009. Criar uma empresa de prestação de serviços, que inclua nos seus préstimos :

– Trabalhos de carpintaria, dedicamente especialmente à reparação de portas.
– Aquisição de bens de consumo, especialização na compra e selecção de papel higiénico.
– Venda de fotocopiadoras.

Um outro olhar, uma diferente perspectiva

“O Hamas tomou a iniciativa de bombardear Israel, a 19 de Dezembro, ninguém disse nada. Ou melhor: as vozes do costume começaram a vituperar Israel como origem de todos os males. A cultura judaica faz mal, mediaticamente falando, em esconder os seus feridos e mortos. O dever da coragem e a recusa em da vitimização tem sido a chave da sobrevivência histórica do povo judeu, que vive, desde há muitos séculos consecutivos, em perseguição e diáspora. Mas no mundo de hoje, feito da injustiça do instantâneo global, a exibição do sofrimento é rainha absoluta.

Dos estragos causados em Israel pelos bombistas suicidas ou, agora de novo, pelos mísseis do Hamas não temos imagens. E a comunidade internacional comporta-se como se os mísseis do Hamas fossem, de facto, de chocolate – inocentes inócuos. Israel esconde a morte, para que a população não desmoralize. Israel é, desde a sua nascença, em 1948, um país debaixo de ataque – e essa é a grande questão. Na resposta à guerra que, dese o primeiro dia lhe foi movida pelo conjunto dos países árabes, Israel cometeu erros calamitosos. Mas hoje, agora em 2009, não é por causa de Israel que a paz se afigura impossível. O Hamas, que controla a faixa de Gaza, não reconhece o direito à existência de Israel. E por isso ataca. Ataca porque sabe que Israel terá de responder a esses ataques – e que, ao responder, será automaticamente criticado por todo o mundo, porque o poderio militar e económico de Israel é infinitamente superior ao do governo (e governo eleito, note-se) do Hamas. Um monstro rico atacando um menino pobre, pronto. Que seja sempre o menino pobre a atirar a matar, não interessa nada – a violência justifica-se com a pobreza. Mas esta justificação também já está, há demasiado tempo, sem pés para andar: porque será que tantos povos que vivem na miséria (designadamente em África) não recorrem à violência, e porque serão alguns países tão ricos (veja-se a Arábia Saudita, por exemplo) tão violentos para com metade da sua própria população ( a que tem o azar de nascer do sexo errado, ou de gostar do sexo errado)?

Inês Pedrosa, Os mísseis do Hamas são de chocolate in Revista Única, Jornal Expresso